terça-feira, 20 de novembro de 2012

Resenha sobre os documentarios dos índios do Alto Xingu

 Alunos: Barbara Blanco, Julio Maciel e Luiza Bellotto





Maricá Kuikuro e Takumã Kuikuro são dois índios do Parque Indígena do Xingu, que foi criado em 1961 pelo então presidente brasileiro Jânio Quadros. Trata-se de zona plana situada ao norte do estado de Mato Grosso. Seus principais idealizadores foram os irmãos Villas Bôas, mas quem redigiu o projeto foi o antropólogo e então funcionário do Serviço de Proteção aos Índios, Darcy Ribeiro. No Parque predominam as matas altas entremeadas de cerrados e campos, e claro, para dar nome ao conjunto de aldeias, é cortada pelos formadores do rio Xingu. Em 2004, esses dois índios, participando de uma oficina de vídeo, parte do projeto Vídeo na Aldeia (http://www.videonasaldeias.org.br/2009/video.php?c=35), presenciam um eclipse, e em meio à tal espetáculo da natureza, resolvem produzir imagens a fim de montarem um documentário, e conseguem. Chama-se “O dia em que a Lua menstruou (Nguné Elü)”, ganhador de vários prêmios, sendo o mais lembrado o  Prêmio Chico Mendes de melhor documentário no Cine Amazônia 2004. No Alto Xingu, quando ocorre um eclipse, tudo muda. Os animais se transformam e os “bichos espíritos” dançam, cantam e vomitam para eliminar as impurezas, sendo imitados pelos homens. Os índios Kuikuro acreditam que é preciso acordar os objetos e tudo o mais, para que continuem funcionando como sempre. A Lua é considerada homem, mas no dia do eclipse, transforma-se em mulher e menstrua. A crença por trás das filmagens é tradição e o povo dessa aldeia a segue à risca. Índias, ao menstruarem, não trabalham, e índios, no eclipse, lutam.  Desde crianças são ensinados dessa maneira, contribuindo para manter a identidade cultural indígena brasileira, que ainda é muito forte.  É muito interessante ver como os índios se organizam para contar essa história: atuam, brincam, esquecem das câmeras, divertem-se, enfim, preservam com cuidado e zelo as tradições orais.
No início, a filosofia aplicada pelos Villas Bôas visava proteger o índio do contato com a cultura dos grandes centros urbanos. Na época, por exemplo, não era permitido nem usar chinelos ou andar de bicicleta, para que nada mudasse no cotidiano da comunidade. Este é um site com fotos do dia-a-dia dos índios, com informações extras sobre o Parque: http://www.brasiloeste.com.br/galerias/xingu/. E este, um site mais abrangente, sobre os povos indígenas no Brasil: http://pib.socioambiental.org/pt/povo/kamaiura/311.
Atualmente, vivem na área do Xingu, aproximadamente, 5 500 índios de quatorze etnias diferentes pertencentes às quatro grandes famílias linguísticas indígenas do Brasil: caribe, aruaque, macrotupi e macrojê. Centros de estudo, inclusive a UNESCO, consideram essa área como sendo o mais belo mosaico linguístico puro do país, lugar sagrado para se manter viva uma história, onde tribos diferentes dividem o mesmo espaço e a vontade em continuarem fiéis às suas raízes. Entretanto, paradoxalmente, produzem vídeos belíssimos, mas deixam questionamentos: Até qual ponto esse vínculo com os meios eletrônicos é aceitável? Esse contato deveria existir? Se não fossem as associações de apoio, será que os índios se corromperiam por si mesmos?
         Outro documentário produzido pelos índios é o Cheiro de Pequi (Imbé Gikegü), de 2006. Com o final da seca no Alto Xingu, para os índios Kuikuro é tempo de festa. Com uma história de amor, sexo e traição, o cheiro do pequi mistura-se com o cheiro da umidade do solo. O documentário narra a história do pequi, explicando o motivo de ele ser considerado sagrado. Segundo a lenda, o pequizeiro surgiu das cinzas de um jacaré, enterradas por suas amantes que o queimaram, após ter sido morto pelo marido delas. Em um lugar onde a natureza mistura-se com a aldeia, é bom saber que a cultura indígena ainda é preservada em algumas aldeias do Brasil. Mesmo com a contradição que a tecnologia propõe ao serem filmados os curtas do projeto, os rituais dessa população permanecem vivos e fortes. Para concluir, uma curiosidade sobre as mulheres da tribo Kamayurá e suas tradições: http://www.youtube.com/watch?v=VXYwLLjdeck, vale a pena conferir.

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Análise - FHC, Demi Getschko e Ao Sul da Fronteira

GRUPO - SEMINÁRIO IV - BRUNA OZUNA SONODA, NICOLY BELLO E THIAGO IENCO


Considerado o "pai" da internet no Brasil, o engenheiro elétrico Demi Getschko tem a responsabilidade, como diretor do órgão de regulamentação dos domínios nacionais, de lidar com a estrutura de um dos mais complexos meios de comunicação de todos os tempos. 

Foto: Divulgação
Complexo pela liberdade de ação e possibilidades - para salvar uma vida até praticar atos criminosos. Complexo porque promove a inclusão de indivíduos ao redor do mundo, mas segrega pessoas sem condições financeiras, já que, antes de mais nada, é preciso ter o equipamento (desktops, notebooks, smartphones, tablets etc.) e um plano pago mensalmente.

Com a conexão "banda larga" cada vez mais presente, ocultando o espaço da conexão "discada", Getschko acredita que determinados projetos podem impulsionar a inclusão digital. Locais de acesso público e planos subsidiados pelo governo ou por Parceiras Público-Privadas (PPP) são alguns deles.

No governo Lula (2003-2010), surgiu a ideia de um plano nacional que possibilitava às famílias mais carentes acesso à internet banda larga em preços acessíveis. Assim como o Bolsa Família, este tipo de medida tem sido duramente criticada pela grande mídia e, claro, pela oposição. São caracterizadas como políticas populistas ou "assistencialistas", com viés eleitoreiro.

Foto: Getty Images
Apesar disso, políticos com o perfil centro-esquerda têm obtido resultados notáveis na América do Sul. Luís Inácio Lula da Silva no Brasil, Néstor e Cristina Kirchner na Argentina, Hugo Chávez na Venezuela, Evo Morales na Bolívia e Rafael Correa no Equador. 

Embora tenham inspiração cubana, nenhum deles apresentou uma política de ruptura completa com os Estados Unidos. Chávez, crítico ferrenho, não deixa de negociar petróleo com os EUA. A influência deste, porém, inegavelmente é muito menor do que em tempos passados. Especialmente nas decisões em órgãos multilaterais, com este grupo de países optando por escolhas mais independentes, com base nos anseios da região, e não das potências mundiais.


Uma característica marcante destes governos é a intervenção estatal na economia, seja na estatização de companhias ou através de pressões sobre os bancos - geralmente para baixarem juros e oferecerem mais crédito em períodos de crise.

Foto: Divulgação
Trata-se de uma visão política completamente oposta à adotada no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Com uma política neo-liberal, esse tipo de governo elimina impostos e corta despesas - privatizando companhias com muitas dívidas, por exemplo. Evita-se ao máximo a intervenção do governo na economia e os programas ditos "assistencialistas".

Apesar de terem se tornado impopulares e até instrumento de campanhas eleitorais adversárias, Cardoso alega que as privatizações foram benéficas para o Brasil. Não só pelos valores negociados, mas também pela qualidade e o controle (através de agências reguladoras) de serviços.

Boa parte do sucesso político de FHC surgiu com o Plano Real, o plano monetário que ele liderou e ajudou estabelecer enquanto Ministro da Fazenda do governo Itamar Franco (1992-94). A nova e atual moeda brasileira estabilizou a galopante inflação, que na época de sua criação, só era menor que a da Ucrânia, da Rússia e do Zaire. Entretanto, o Real sofreu em seus primeiros anos com a crise dos Tigres Asiáticos (1997), a moratória da Rússia (1998) e a fuga de dólares, o que provocou a alta dos juros e a desvalorização do Real.

Resenha - FHC, Demi Getschko e Ao Sul da Fronteira



Alunos: Barbara Blanco, Julio Maciel e Luiza Bellotto
Jornalismo (Noturno) – UEL, 1º ano
Resenhas: Ao sul da fronteira, Roda Viva com Demi Getschko e Roda Viva com Fernando Henrique Cardoso.
Ao sul da fronteira (South of the Border) é um documentário político feito nos Estados Unidos, em 2009, dirigido e produzido pelo cineasta Oliver Stone, que saiu da Venezuela a fim de percorrer os países da América do Sul, com ênfase na Venezuela e depois na Bolívia, entrevistando os presidentes (Hugo Chávez da Venezuela, que se destaca, Evo Morales da Bolívia, Cristina Kirchner da Argentina, Lula do Brasil, Raúl Castro de Cuba, entre outros). Stone enfrentou muitas críticas sobre sua visão particular e local, por vezes considerada deturpada, focando muito nos presidentes e seus “heroísmos”. A partir do contato com os chefes de Estado, traça um panorama geopolítico desses governos de esquerda no continente, desde meados do fim da década de 90, época em que ascenderam líderes socialistas e socialdemocratas, chamados de “ditadores” principalmente pela mídia norte-americana.
Sendo parcial, traz à tona a insatisfação do diretor em relação aos republicanos e atenta à visão dos governos e governantes esquerdistas, que é considerada melhor, pois, a princípio, defende a população carente, a igualdade na distribuição de renda, a educação a todos, um cuidado com as privatizações em demasia e, sobretudo, examina as políticas econômicas de “livre” mercado impostas pelos Estados Unidos e o FMI (Fundo Monetário Internacional, com sede nos EUA), as quais não foram eficazes nos problemas das desigualdades e crises sul-americanas.
A mensagem emitida através do filme é de um alerta que quer se dar à América Latina sobre os Estados Unidos, que detêm maior poder no mundo, com uma democracia. Incentiva-se a comunicação entre as regiões sul-americanas, que juntas podem representar uma grande força com a possibilidade de não se submeterem aos comandos de mercado americanos. Mostra também a alternância do governo de George W. Bush ao de Barack Obama, do qual se espera maior credibilidade e menor intervenção por parte do governo nesses países.

Demi Getschko é considerado um dos pais da internet no Brasil. O engenheiro elétrico se interessou pela rede logo no primeiro ano de faculdade e hoje é diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do comitê gestor da internet do país (NIC.BR). A entrevista no programa Roda Viva da emissora Cultura é toda voltada para a web. Demi explica termos técnicos, como WiMax (uma espécie de WiFi com maior capacidade quanto à velocidade e o espaço de abrangência), que ainda não é usado em nosso país. Em relação à inclusão social, defende que as ações políticas devem existir, além de ter um aspecto regulatório. O problema dessa suposta inclusão é que a manutenção adequada não é acessível a toda a população, deixando a estrutura mais cara que o meio. Um grande ponto é a Lei de Internet, Getschko se mostra contra, deixando claro que não se deve punir o meio, e sim os criminosos. O controle do uso das crianças é bem vindo, pois a internet deve ser encarada como uma sociedade, onde existem grandes perigos, como na vida real. Relacionado a isso, entra também em questão a censura que alguns países tentam impor, o que é praticamente impossível. “A internet é uma peneira de mil furos, onde sempre há um jeito de contornar a situação”, garante. Outro ponto incontrolável é o acesso às redes de entretenimento, onde as pessoas baixam filmes, legendas e CDs. Com o aparecimento da internet, muitos meios de comunicação sofreram prejuízos, como o jornal impresso, por exemplo. Demi deixa clara sua opinião de que a internet apareceu para ser suporte e o que está em questão não é o desaparecimento de um bom jornal, e sim, de um bom jornalismo, o que já não é culpa da rede. O poder norte americano também é pauta nos assuntos da entrevista. A internet nasceu nos Estados Unidos, dando a eles uma grande oportunidade de interferência, porém não o fazem. A internet propõe uma segunda vida às pessoas (o chamado seccond life), mas que Getschko supõe ser temporário. Todos os que entram nela, logo saem. Isso é reflexo de uma insatisfação com a sociedade, e então a população procura uma alternativa para escapar da realidade.
Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, ex-ministro da Fazenda no governo Itamar Franco e ex-presidente da República, foi entrevistado pelo programa Roda Viva, da TV Cultura, em 2009. Explicou as três fases de implantação da moeda no país: O PAI (programa de ação imediata); o U.R.V. (Unidade Real de Valor) e a nova moeda, o Rea. Sobre a privatização, FHC explica que o termo designa a venda do controle majoritário do governo para a iniciativa privada e que naquela situação econômica do país, as privatizações foram um bom negócio. As crises econômicas dos Tigres Asiáticos e da Rússia na década de 90 afetaram o desenvolvimento do país e, recentemente, a crise do sistema imobiliário americano também. Fernando Henrique atribui a essas crises o retardo no desenvolvimento econômico brasileiro nos últimos tempos. A abertura econômica do Brasil, aumentada em seu governo, continuou no governo Lula. O Brasil conseguiu fazer parte do comércio internacional com maior competitividade. A produção é diretamente ligada à exportação e o mercado interno é forte, logo, o país pode superar as recentes crises econômicas mundiais. Mas, se não houver um plano econômico correto e bem elaborado, o país pode enfrentar problemas no futuro. Bem como dezenas de países ao redor do mundo, o Brasil também se encontra na mão do Banco Central Americano pelo grande empréstimo de dinheiro. A solução, segundo FHC, seria um novo pacto econômico mundial.


ANÁLISE DOCUMENTÁRIO 'RODA VIVA,' FHC E DEMI GETSCHKO, E AO SUL DA FRONTEIRA

Grupo: Seminário 6 - Luiza Callado, Maria Eugenia Forigo e Samara Garcia

O documentário “Ao sul da fronteira” de Oliver Stone, produzido em 2009, aborda as relações de poder e dominação dos EUA sobre os países latino-americanos, evidenciando a influência da mídia através de questões políticas e econômicas.
            Na produção independente, Oliver Stone viaja por seis países da América do Sul e Cuba, na tentativa de compreender o que levou esses países a terem governos de esquerda na primeira década do século XXI.
             Através de conversas com Hugo Chávez (Venezuela), Cristina Kirchner (Argentina), Evo Morales (Bolívia), Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Fernando Lugo (Paraguai), Rafael Correa (Equador) e Raul Castro (Cuba), é analisado o modo como a mídia acompanha cada governo e a maneira como lidam com os EUA e órgãos mundiais como o FMI.
            O documentário mostra em detalhes os últimos acontecimentos culturais e políticos. A ascensão do Presidente Hugo Chavez na Venezuela, quem declarou ter origem pobre e viveu mais da metade de sua vida servindo às Forças Armadas. O presidente da Bolívia Evo Morales, primeiro Presidente de origem indígena no seu País. Presidente Lula, primeiro Presidente metalúrgico do Brasil. Com isso, a produção tenta mostrar “o outro lado” dessas figuras públicas, muitas vezes distorcidas pela mídia dos EUA.
            Em análise, podemos dizer que a mídia é de uma corporação também subsidiada pelas indústrias bélicas, fazendo-se necessário o questionamento a respeito de toda informação veiculada pelos meios de comunicação.



           Mesmo tendo uma política mais centro-esquerda, completamente diferente dos norte-americanos. Podemos constatar que, embora relutem, os países latino-americanos não conseguem se desvencilhar dos EUA. Tanto economicamente quanto culturalmente (podemos notar uma “ponta” do imperialismo estadunidense).
            Diferentemente dos presidentes citados (Hugo Chávez, Cristina Kirchner, Evo Morales, entre outros), os quais no seu governo não intervêm totalmente na economia de seus respectivos países, Fernando Henrique Cardoso, durante seu mandato, “comandou” o Brasil com uma política neoliberal, oposta a estes governos.
            Com a criação do Conselho Nacional de Desestatização, Fernando Henrique Cardoso, deixou claro seu propósito de implementar um amplo programa de privatizações. Ao mesmo tempo, fez gestões bem sucedidas na área política e financeira para enquadrar os estados no programa, condicionando as transferências de recursos financeiros da União para os estados à submissão dos governadores às políticas recomendadas pelo FMI. O processo de privatização ocorreu em vários setores da economia: a Companhia Vale do Rio Doce, empresa de minério de ferro, a Telebrás, monopólio estatal de telecomunicações e a Eletropaulo, empresa de distribuição elétrica de São Paulo.
            Uma de suas principais bandeiras foi o Plano Real. O programa foi a mais ampla medida econômica já realizada no Brasil e tinha como objetivo principal o controle da hiperinflação que assolava o país, utilizando-se de diversos instrumentos econômicos e políticos. O plano deu certo, fez de FHC muito popular durante este período, conseguindo assim sua reeleição no primeiro turno.
            A moeda brasileira, que era trocada com valor próximo do dólar, passou a valer apenas metade da moeda norte-americana. Com isso, caíram as importações e melhoraram as exportações. A balança comercial brasileira podia ser positiva de novo.
            As grandes empresas brasileiras se esforçaram para aumentar a eficiência em uma economia cada vez mais globalizada. Investiram em máquinas modernas, tecnologia e treinamento de funcionários. Aumentaram a produtividade, ou seja, diminuíram o tempo de trabalho necessário para produzir. Caíram os custos, aumentaram os lucros. O problema é que essa modernização dispensou mão de obra. Este foi um dos grandes problemas da economia brasileira no governo FHC: os altos índices de desemprego. Como a economia não crescia o suficiente para absorver a mão de obra, milhões de pessoas viveram o desespero de não ter como sustentar suas famílias.
No final do mandato, FHC teve sua popularidade bastante diminuída por causa das dificuldades do país. O alto desemprego e o baixo crescimento econômico estavam na base de uma grande tensão social. A dívida pública ficou gigantesca, o que entrava em contradição com o resultado das vendas das estatais. 




           Demi Getschko, diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) é considerado um dos "pais" da Internet no Brasil, pois registrou o .br no Brasil. É engenheiro eletricista formado pela Escola Politécnica da USP da USP, com mestrado e doutorado em Engenharia pela mesma instituição. Foi o entrevistado do programa Roda Vida, transmitido pela TV Cultura, em treze de abril de 2009. 
            O assunto foi internet e suas vantagens e desvantagens. Hoje, mais do que tudo a internet faz parte das atividades cotidianas. Entre esses assuntos entra a inclusão digital, relacionada com a economia, banda larga e crimes cometidos na internet.
            A existência das lan house, mostra que a banda larga brasileira (5 pior do mundo) não pode aceitar o adjetivo ‘larga’, pois pela extensão do país, a abrangência não é muito boa. As condições financeiras de certos internautas deixam à desejar em relação aos cuidados com o aparelho. Não basta ter o computador, é preciso ter internet e principalmente tomadas em boas condições para ser conectado. No entanto, inclusão digital esta totalmente relacionada com a infraestrutura/custo.
            Getschko acredita que se deve salvar o bom jornalismo, mas para isso teria que acabar com o impresso. Em relaçãos aos crimes gerados na internet (como a pedofilia), a legislação está errada em punir apenas o criminoso, para ele é necessário punir a internet também, por que é ela que dá espaço para o acontecimento. Já a pirataria não foi inventada pela internet, mas pode-se dizer que uma é consequência de da outra.
            O bom da internet é quase todos poderem ter acesso a isso, por isso é chamada de globalizada. No entanto, as vantagens sobressaem às desvantagens.







SEMINÁRIO 6

A CIDADE JARDIM E SUAS ERVAS DANINHAS

“As cidades, como nos sonhos, são construídas por desejos e medos, ainda que o fio condutor de ser discurso seja secreto, que as suas regras sejam absurdas, as suas perspectivas enganosas e que todas as coisas escondem uma outra coisa.”
A cidade planejada

- Para entender o universo da prostituição em Londrina é necessário entender o processo de formação da cidade.
- Vazios demográficos
- Crise da super-produção, baixa dos preços do café
- Primeira Guerra Mundial; Crise econômica - descapitalização dos fazendeiros
- Companhia de Terras Norte do Paraná [CTNP]
- Semelhança com as cidades-jardim da Europa
- Crescimento urbano acelerado e desordenado
- Primeiras construções
O marketing da Nova Canaã

- Londrina: 'Terra da promissão', 'Nova Canaã', terra do trabalho, da ordem e do progresso, onde se enriquece da noite para o dia
- Propaganda: jornais do país e do exterior - vendedores pelo país e exterior
- Filmes e rádios para atingir aos analfabetos
- Surgimento de uma vila
- Município - 3 de dezembro de 1934
  Comarca - 1938
- Primeira eleição: prefeito Willie da Fonseca Brabazon Davids (diretor técnico da CTNP)
- Jornal Paraná Norte
- Dúvidas: ausência de vioência, cidade não estava de braços abertos à todos, construção de mensagens que alertavam a comunidade sobre os futuros habitantes – jornal era financiado pela Cia. de Terras
- Crescimento populacional


Outros odores invadem o jardim

- Esse processo de crescimento populacional teve um custo social muito alto
- Logo nos primeiros anos, todos os lotes nas quadras centrais foram vendidos e ocupados
- Expansão de forma desordenada
  -> Especulação imobiliária
- Tranquilidade X insegurança
  -> "boca de sertão"
- Chegada diária e crescente de migrantes
  -> o crescimento do número de postos de trabalho não foi proporcional, tanto no campo como na cidade
- Poder público prepara espaços visando acolher e isolar, através do policiamento
- Filantropia: projetos de leis elaborados por vereadores
- Os vereadores estavam mais preocupados com a prática de serviços filantrópicos do que solucionar de verdade os problemas
- Filantropia em caráter seletivo: "ervas daninhas" -> trabalhadores e marginais
- Cobranças através da imprensa
- Tentando manter o controle, o poder público procurou normatizar a ocupação do espaço urbano, tanto física quanto socialmente
  -> loteamentos populares
- Falta de uma legislação condizente com a nova realidade, aliada à falta de recursos financeiros
- Primeira tentativa: proibir loteamentos das adjacências da cidade = loteamentos clandestinos
- Criação das Leis n 133; n 218: Regime Tributário e Código de obras 
- Necessidade de se ordenas e distribuir os espaços: alocar a pobreza de áreas distantes das nobres
- Pressão da imprensa: fechamento de locais suspeitos
- Tripé institucional: Prefeitura, Saúde Pública e a Polícia de Costumes
- Batidas: reprimir determinados estabelecimentos - 'rotulados de bares, restaurantes e hotéis, não passa[vam] de antros de libertinagem da pior espécie'
- Proibida e presença de mendigos e ambulantes, alem de outras atividades ilícitas na Estação Rodoviária
- Controle de divertimentos públicos (banhos nos rios, córregos e lagos)

A modernidade invade o sertão

1950 – Londrina é considerada a “capital mundial do café
-  O discurso de cidade moderna, contagia as elites locais que passam a investir na infraestrutura
 Arquitetura moderna e verticalização da cidade
- Revolução arquitetônica: Av. Higienópolis
 – cidade da higiene fica popularmente conhecida como “lágrimas de lavrador” devido à ocupação dos grandes cafeicultores
 João Batista Villanova: 
Estação Rodoviária (Museu de Arte de Londrina)

Edifício Autolon

Cine Teatro Ouro Verde

Casa da Criança (Secretaria Municipal da Cultura)
- Os automóveis conquistaram espaço- A eliminação de pontos de carroças e charretes nas ruas centraus da cidade, motivou protestos na Câmara Municipa
l- “Aquela sonhada cidade jardim já não mais conseguia esconder duas ervas daninhas”
 “Ervas daninhas”: atividades ilícitas, prostituição, jogatina, roubos, etc- Prostituição causada pelo crescimento de marginalidade e processos de exclusão social e espacial
Autoridades locais fazem campanhas moralistas a fim de isolar as práticas ilícitas Poder público: repressão e vigilância
1960 – Crise na produção de café: queda de preços devido à superprodução e geadas- “Com a drástica diminuição de postos de trabalho na zona rural, milhares de trabalhadores buscara, refúgio nas cidades...”
- Mecanização do campo: êxodo rural
- “A crise no campo refletiu nas cidades, as quais não tiveram condições de absorver a mão de obra expulsa do campo, dando à formação de inúmeras favelas
1970 -1980 Crescimento demográfico- Pólo regional na área de serviços
1990 – Consolidou-se como a 2ª maior cidade paranaense e a 3ª do sul do país

Os guetos da prostituição
- CTNP – primeira planta da cidade que deveria perdurar por algumas décadas
- Expansão da malha urbana abria espaço para mulheres suspeitas na região central, durante o dia
- Vila Matos

A truculência policial
- Críticas à atuação policial- “Cosme e Damião” Esperança de que a cidade fosse higienizada- Denúncias de envolvimento de policiais com atividades ilícitas
- 1948 – JORNAL PARANÁ NORTE - As críticas não eram reservadas apenas aos delegados- A população encontrou na imprensa um canal para denunciar e cobrar providências das autoridades responsáveis
- A imprensa só se indignava quando o excesso de autoridade policial atingia a classe média e a alta da cidade
 “O maior problema para a polícia, estava quando da abordagem das ruas, nas costumeiras revistas, ao invés de malandros, vagabundos ou cafetões, os policiais acabavam abordando advogados, médicos, jornalistas e até mesmo juízes
Porém, de todas as práticas ilícitas a prostituição foi a que mais incomodou. Pois tratou-se de reprimir uma prática que apesar de contra a moralidade publicam não era criminalizada pelo Código Pena
l As diversas campanhas eram lideradas pela imprensa e envolvia instituições de poder locais, como o judiciário, o legislativo e a Igreja


Luiza Callado, Maria Eugenia Forigo e Samara Garcia