quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Resenha: Entrevista com Getschko-FHC e documentário Ao Sul da Fronteira


Alunos: Leonardo da Cruz Silva, Alison Amaral, Felipe Leonel e Pedro Pinto

Ao assistir os três vídeos em questão, o documentário Ao Sul da Fronteira, realizado pelo diretor Oliver Stone e as entrevistas que Fernando Henrique Cardoso e o engenheiro Demi Getschko ao programa Roda Viva, podemos notar algumas temáticas em comum entre eles, além de falarem sobre a mídia, todos de certa maneira abordam o tema de liberdade. Liberdade de expressão na internet, de se livrar das amarras impostas por um país que insiste em transformar outros em seus fantoches e a liberdade de pensar grande e almejar novos horizontes para o país, temas esses que se misturam ao analisar todas como algo homogêneo.

A entrevista de Demi Getschko fala do futuro da internet no Brasil e discute assuntos do presente. Ao abordar uma legislação de internet apontou pontos interessantes, ao citar que para a maioria dos crimes que ocorrem na internet já existe legislação, o que falta é uma maneira eficaz de colocar essas leis em ordem, em suma, criar uma legislação sobre o tema seria se repetir, o que é necessário é saber como se defender e proceder em relação a esses problemas. Quando o tema da censura é abordado, ele se mostra incrédulo quanto a isso, já que a internet, meio constantemente mutável e dinâmico que é, arruma suas próprias maneiras de se livrar de qualquer amarra imposta, tudo que basta é conhecimento e vontade. Podemos fazer uma relação com o atual rebuliço que o caso SOPA/PIPA ocasionou. Estas eram medidas que pretendiam controlar o conteúdo da web que foram prontamente rechaçadas tanto por figuras notórias do meio como Mark Zuckerberg, criador do Facebook, quanto pela esmagadora maioria de usuários da internet. Ele foca que o necessário é arranjar maneiras de se adaptar ao choque que o compartilhamento de conteúdo causou na rede, visão esta que no ano de 2009 ainda era nebulosa que acabou se concretizando com empresas investindo cada vez mais no mercado de vendas digitais, medida que vem se mostrando eficiente.

Colocado diante da questão do fim dos jornais e eventual migração dos mesmos para versões online, ele trata o tema com bom-humor, e faz uma questão interessante ao perguntar se deveríamos pensar em salvar os jornais ou os bons jornalistas, continuarão estes a serem influentes na rede quanto são na versão convencional? Estamos diante de um meio que depende totalmente da escolha do usuário, que decide aquilo que ele deseja ler no momento, livre do conteúdo imposto pela redação de jornal. Podemos dizer que se antes os editores que decidiam aquilo que o público desejava ler, hoje quem decide as suas pautas é o clique do internauta.

Mais uma vez fazendo a comparação da época com hoje em dia, Getschko mesmo se mostrando relutante em fazer previsões para o futuro, acabou acertando em algumas e errando em outras, por exemplo, ao citar os celulares como aparelhos impróprios para o uso da rede, dizendo que eles não possuem a eficiência necessária para serem usados por um usuário comum já que são dispositivos pensados apenas na conexão orelha/boca. A revolução que foi os celulares operados totalmente por telas de toque e os tablets mostraram que a indústria arrumou sua maneira de contornar esse inconveniente, criando interfaces que a cada dia são mais intuitivas que privilegiam a navegação pela rede, medida que só incentiva a migração dos jornais para estes dispositivos ao invés das bancas de revistas.

Por fim, quando o assunto são as redes sociais e a dimensão que estas tomaram, ele ressalta que aos poucos as pessoas irão aprender a usa-las de maneira eficiente ao não expor conteúdo pessoal ou impróprio nas mesmas, uma espécie de método de tentativa e erro que se mostra necessário ao usuário de tais meios.

Já o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso focou sua entrevista em assuntos como economia, Venezuela e Mercosul, e até a então recente primeira eleição do presidente estadunidense Barack Obama. Ao falar de economia e da crise que corria na época, ele diz que o Brasil estaria preparado para enfrentar as dificuldades, mas que deveria estar atento ao que viria pela frente, ressaltando, por exemplo, que o país pouco fez acordos comerciais desde a sua época, quando realizou um tratado de comércio com o México. Ao citar a Venezuela e o desejo de uma unidade política na América do Sul, ele se mostra um tanto quando incrédulo ao falar que a mesma se encontra cada vez mais dividida politicamente, entre “Chavistas” e partidários de direita. Ele continua a falar da Venezuela quando é abordado o tema da inclusão desse país no Mercosul. FHC se mostra favorável a sua inclusão, desde que cumpra as clausulas presentes no tratado, ressaltando que este não deve tomar as dimensões de um palanque político, mas de um grupo que possui seu próprio regulamento independente dos alinhamentos de cada um de seus membros.

Ao falar de Barack Obama o ex-presidente é otimista, ressaltando que sua entrada dá espaço para renovação nos Estados Unidos, também destaca alguns pontos que ele vê como necessários para que o governo do então novo presidente seja efetivo, como promover boas relações com a China e com os países do Oriente Médio.

O terceiro vídeo analisado é o documentário Ao Sul da Fronteira, do renomado diretor Oliver Stone, famoso por fazer filmes políticos que invocam polêmica, agora o cineasta lança o seu olhar para os países da América do Sul, constantemente ignorados ou vistos de maneira errada pelos estadunidenses.
Ele começa entrevistando aquele que é o maior símbolo dos novos governos de esquerda da América Latina, Hugo Chavez. Mostra um vídeo da rede americana Fox News, aonde uma comentarista comete uma gafe ao trocar o nome de uma droga. Ao nos deixar ver a reação de todos no recinto, rindo da situação, o diretor quer demonstrar que essa parte da mídia pouco se importa com o que está falando, eles apenas querem mostrar Chavez, ou qualquer outro líder da região que não seja condizente com o seu país, como ditadores desumanos, sem responsabilidade com o que é veiculado.

Depois, mostra detalhes do processo que levou o presidente venezuelano ao poder, contrastando com a imagem de um Chavez simpático, amado pelo povo, simples e trabalhador, sempre transpirando, ao contrário dos já manjados políticos engravatados em suas salas com ar-condicionado. Enfim, ele tenta mostrar que o presidente é um ser humano, e não o demônio que a mídia americana aparentemente pinta. Por exemplo, temos a cena em que Chavez anda de bicicleta no gramado da casa que passou a sua infância e acaba caindo da mesma, logo após se levantando tranquilamente, aos risos, quase que em uma metáfora não intencional do golpe (que teve participação dos Estados Unidos) que o tirou do poder e logo depois foi rechaçado, com apoio massivo da população, levando-o de volta ao poder.

E Stone faz isso com a maioria dos líderes de esquerda da América Latina e em especial Raul Castro, de Cuba. Evo Moralez, Christina Kitchner, Lula etc. Todos deixando bem claras as suas intenções de serem independentes. Grandes por si só, longe das amarras impostas pelos países ditos poderosos.

É um documentário bem feito, pertinente, que coloca para o norte-americano uma visão diferente dos países ao sul de sua fronteira daquela dada pelos seus veículos midiáticos, mas deve ser visto com parcimônia, ainda mais por aqueles que trabalham na área de comunicação. Oliver Stone é um gênio do cinema e sabe como fazer impor a sua vontade, fazendo com que certas situações pareçam planejadas até demais. O que se deve dizer é que no mínimo, é um documentário feito por alguém que realmente tem vontade de mandar uma mensagem relevante, queira quem for recebê-la goste ou não.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Quem Vale Mais


GRUPO 2: ANDERSON CAMARGO, CHRISTIAN SILVANO E MARCO ANTONIO - 1 º ANO JORNALISMO NOTURNO - UEL







Desde Getúlio Vargas, Marechal Rondon e os Irmãos Villas Boas o projeto de colonização do interior do Brasil, passa por entraves. É perceptível que a maior parte da população habita a chamada faixa litorânea, marca registrada da colonização de um país de proporções continentais.


O inchaço nas grandes e médias cidades, a diminuição das vagas no mercado de trabalho e as más condições de vida podem ser amenizados desde que haja planos econômicos efetivos, estimulantes para que milhares de brasileiros deixem suas casas e migrem ao coração do país, em busca da prosperidade.

Nas regiões norte e centro-oeste existem longas extensões de terra, pouco exploradas que possuem riquezas como o gás, água, madeira, plantas e minérios. É neste ponto que se ergue um grande entrave, já que cerca de 350 mil indígenas habitam estas terras, na maioria reservas naturais e invioláveis homologadas há anos, levando governo após governo há um impasse, aparentemente sem solução.


Apesar da notória interferência do homem ocidental na cultura desses povos, estas ações trariam um choque sem precedentes na história continental e nacional. Todos os anos empresas entram no Congresso Nacional com pedidos de exploração; garimpeiros, fazendeiros e posseiros invadem essas terras, trazendo morte, fome e horror aos nativos.


Não é difícil imaginar, o que pode acontecer. O que é transmitido na imprensa, ocupando o imaginário popular é a imagem de povos atrasados, não civilizados e sem tecnologia. Para muitos cidadãos brasileiros, eles seriam os responsáveis pelo atraso da economia e viveriam como parasitas, ao não utilizarem as terras que lhe foram “dadas”, atrapalhando o progresso.

Essa imagem pode começar a ser desconstruída através de dois documentários filmados na tribo Kuikuro pelos índios Maricá Kuikuro e Takumã Kuikuro. O primeiro Imbe Gikegu (Cheiro de pequi) conta a história de um alimento essencial para esse povo do Alto Xingu, o pequi. Ele teria se originado através do cadáver do Deus Jacaré, morto enquanto dormia com duas irmãs casadas com um bravo guerreiro que instigado por um animal invejoso, vingou-se.



No segundo vídeo Nguné Elü (O dia em que a lua menstruou) é mostrado como o eclipse lunar pode mudar a rotina da aldeia, pois segundo a mitologia Kuikuro é neste dia que o Deus Lua transforma-se em mulher, menstruando sobre a terra. Assim após o eclipse, rituais tradicionais se realizam como a luta, cantorias, imitação de animais e ações como acordar os objetos (para que voltem a funcionar) e o arranhar do corpo para a purificação do sangue são praticadas.

Esses documentários mostram um pouco da rotina de uma das maiores tribos do país, com suas visões de mundo e principalmente as suas relações familiares e sexuais. Também é visível o contraste entre as roupas, os utensílios domésticos e os equipamentos modernos utilizados por eles em oposição com suas tradições, vivas em suas pinturas corporais, ornamentos e objetos de arte.

Esta rara iniciativa onde o ameríndio mostra seu cotidiano e sua cultura através de uma câmera, sem a interferência pesada do homem “branco”. Podendo suscitar discussões pertinentes sobre como utilizar e democratizar os recursos existentes neste país, sem destruir os lares e as histórias destes povos brasileiros que possuem os seus direitos assegurados na constituição, neste momento crucial.

Resenha - Documentário "Ao Sul da Fronteira" e do Programa Roda Viva FHC-DEMI GETSCHKO

Grupo 2: Anderson Camargo, Christian Silvano e Marco Antonio - 1 º Ano Jornalismo Noturno - UEL


"AO SUL DA FRONTEIRA”

Em “Ao Sul da Fronteira”, o jornalista e diretor norte-americano Oliver Stone percorre sete países da América Latina para ouvir, de seus próprios presidentes, suas percepções sobre o fenômeno político do começo do século: o surgimento de governos esquerdistas na América do Sul. Além de entrevistar os presidentes dos países esquerdistas, Stone nos mostra como a mídia norte-americana noticia os acontecimentos sul americanos. Seguindo o então presidente George W. Bush, os meios de comunicação passam aos estadunidenses a visão unilateral e extremista de um governo preocupado com essa forma de política em seu “quintal”.

Hugo Chávez, presidente da Venezuela, é o que ganha mais destaque no documentário. Visto como um homem forte por Oliver, ele é mostrado pela imprensa dos Estados Unidos como um ditador que precisa ser combatido. Além de também ser considerado ditador, o presidente da Bolívia, Evo Morales, é mostrado pelos noticiários como viciado em drogas. Já a família Kirchner na Argentina é tratada como “gangue”, muito provavelmente em represália ao fato do país tentar manter-se dependente de dinheiro estrangeiro, o que justifica sua briga com o FMI. No Brasil, Oliver ouve o então presidente Lula que é resumido pela mídia norte-americana como um “trabalhador esquerdista”. Politicamente mais centrado, Lula não é visto como uma ameaça pelos americanos.


De forma rara de se ver, Oliver Stone proporciona aos estadunidenses e ao mundo todo, uma nova visão sobre a política da América do Sul. A visão de quem está “em baixo”.  Ao final do documentário, o diretor expressa sua amigável impressão dos presidentes e condena o capitalismo predatório de seu país. A vitória de Barack Obama também é relatada, significando a esperança de um novo jeito de se relacionar com os países esquerdistas. O que fica claro em “Ao Sul da Fronteira” é a visão única da mídia dos Estados Unidos, que não conhece a fundo a história dos países e de seus governantes. Desse modo, mostram ao mundo a visão estereotipada de uma realidade de mil faces.

RODA VIVA

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO (2009)


Transmitido pela TV Cultura, o programa Roda Viva em março de 2009, contou com a participação do sociólogo e ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Intelectual de renome é associado principalmente à implantação do Plano Real, responsável pela diminuição das altas taxas inflacionárias e o fortalecimento da economia brasileira no final da década de 90.

O tema privatizações iniciou o programa, referindo-se as ações de seu governo (1994-2002), sofredoras de críticas por parte de intelectuais e políticos opositores nos últimos anos. Segundo o ex-presidente elas teriam começado no mandato anterior, após decisão do Congresso Nacional, com o propósito de conter a dívida do país. Em seguida enfatizou como sua iniciativa a regulamentação dos principais setores da economia, promovendo a eficiência nessas áreas através das quebras de monopólio e maior liberdade de mercado, considerando um bom negócio para o governo.

Em seguida foi abordada a implantação do sistema monetário nacional, iniciada enquanto ocupava a posição de Ministro da Fazenda, onde discorreu sobre a insegurança que pairava sobre os bastidores da política em relação à troca de moeda, considerando a grande inflação que corria o Cruzeiro. Aproveitou o assunto para desmentir rumores sobre a desunião entre seus partidários naquele período e explicou sobre o PAI (Programa de Ação Imediata), ponta pé inicial da mudança econômica.


Ao ser indagado sobre as políticas sociais e econômicas no governo do petista Luis Inácio Lula da Silva (2002-2010), buscou através de críticas moderadas, demonstrar a sua influência no sucesso do governo vigente, como decorrente das bases herdadas de sua gestão. Relembrando que muitas das instituições e políticas fiscais foram ampliadas e enfatizando as pioneiras ações sociais nos diversos setores, como o SUS (Sistema Único de Saúde) e as “bolsas” aos cidadãos de baixa renda.

Destacou os problemas enfrentados em seu governo, como a crise nos Tigres Asiáticos. Sempre com um toque neoliberal, se eximiu de questionamentos polêmicos e creditou a sua experiência como chefe de estado, a credibilidade para analisar o cenário político vigente naquele ano. Diagnosticou a política internacional e a crise econômica (2007-?), propondo um novo pacto mundial e mudanças nas ações do Banco Mundial, que segundo ele estaria nas mãos do governo norte-americano.

Questionado sobre governabilidade no país, afirmou que a preponderância de setores atrasados no controle dos bastidores políticos dentro das coligações como um fator crucial no atraso econômico brasileiro. Também procurou demonstrar as semelhanças entre seu partido e o PT, sendo que as críticas existentes seriam motivadas pela busca de poder e não pelas mudanças nas diretrizes político-econômicas nacionais.


Ao final do programa defendeu a diminuição do número de deputados e em tom firme apoiou a mudança do sistema político, pois segundo ele os atuais parlamentares dificultam as políticas fiscais propostas pelos governos, atrapalhando o desenvolvimento. Desmentiu rumores que seria contra plenárias para a presidência da república nos principais partidos e em tom alegre, despediu-se.

DEMI GETSCHKO (2009)             

Em mais um debate atual e perspicaz, o Roda Viva trouxe em abril de 2009, o diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), Demi Getschko, considerado um dos "pais" da Internet no Brasil.

A entrevista começou com os problemas de ordens técnicas da Internet brasileira, como as falhas no sistema que é atacado por hackers. Sem contar as falhas de conexão que cai devido à ligação via cabo, um tanto precária no Brasil.

A inclusão digital, tema recorrente quando se fala em Internet, não deixou de ser discutida. Segundo Getschko, se compararmos hoje a 15 anos atrás, evoluímos, porém não avançamos muito. Uma boa solução seria a intensificação de políticas públicas, porém, o Brasil é um país de grande extensão territorial, dificultando o alcance em todas as áreas.

Geradora de polêmica, a Banda larga (a capacidade de transmissão para a conexão), foi amplamente discutida, visto que é uma das mais caras e piores do mundo. Para Demi Getschko o problema é estrutural, ou seja, o meio pelo qual ela é transmitida (fibra óptica, capilares de cobre, tv a cabo) que dificulta seu melhor aproveitamento.

Quanto à liberdade de expressão na rede, o entrevistado afirmou que devemos ter cuidado, pois na Internet pode haver distorções. Um jeito de restringir problemas de fraudes é investir em protocolos específicos, no caso de bancos e empresas, protegendo a rede.

Também afirmou que acha errado punir a rede e não o autor de um crime de Internet, pois acaba punindo todos que a usam.


Não se pode esquecer a participação do cartunista, que sempre faz uma crítica do entrevistado. A mais interessante foi a dos termos que Getschko usa: em inglês e muito técnicos.

Talvez, um dos temas explanados mais interessantes foi à baixa demanda dos jornais impressos, consequência da alta audiência na Internet. Mas, na opinião de Demi, o jornalismo de qualidade sobreviverá.

Demi Getschko gostaria que futuramente houvesse uma colaboração internacional para combater os crimes na Internet, para discutir os aspectos dela, a liberdade e expressão, a inclusão digital e a Internet “neutra”, a qual os provedores podem privilegiar outros meios.

Para finalizar, Demi afirma que os brasileiros são mais expostos nas redes sociais do que outras nacionalidades. Isso, segundo ele se deve por causa de uma ingenuidade do brasileiro. 

Resenha sobre os videos indigenas



Índios Kuikuro durante apresentação no Parque Indígena do Xingu 
Nguné Elü(O dia em que a lua menstruou) e Imbe Gikegu (Cheiro de pequi),são dois vídeo documentários produzido por dois índios da tribo Kuikuro, Maricá Kuikuro e Takumã Kuikuro produzidos no projeto Video na Aldeia.Nesse projeto os dois índios cineastas contam um pouco da cultura e do cotidiano de sua tribo localizada no Parque indígena do Xingu no estado do Mato Grosso.

No vídeo Nguné Elü(O dia em que a lua menstruou),eles mostram um dia onde um eclipse lunar muda toda a rotina da aldeia.Como sugere o nome do vídeo,os índios acreditam que nesse dia a lua que é homem,transforma-se em mulher e  menstrua, e por esse motivo eles tem que fazer vários “rituais” para que tudo volte a normalidade.Dentre esses rituais destacam se o ato de “acordar” os objeto para que eles voltem a funcionar como antes ou o ato de imitar animais da floresta.
No segundo vídeo, Imbe Gikegu (Cheiro de pequi),os índios contam a lenda sobre o surgimento de um alimento muito importante para eles,o pequi.Nessa lenda,eles narram que o pequi surgiu através do corpo do jacaré enterrado após ser morto por um índio que descobriu que suas mulheres o traiam com o jacaré.Nesse vídeo fica mais claro algumas tradições sexuais indígenas.




Apesar da cultura deles já ter sido bastante influenciada pela cultura de fora da aldeia como podemos perceber no uso da bicicleta,  televisão,roupas e demais produtos industrializados,eles ainda mantém bem vivas algumas de suas lendas e tradições.Essas histórias narradas nos vídeos podem no parecer muito estranhas e não nos fazer sentido,mas para os índios,contextualizadas na cultura deles,são muito importantes para evitar que sua cultura ancestral desapareça.É interessante notar nessa diferença cultural que vários assuntos que poderiam nos deixar constrangidos,são tratados por eles de forma natural,mostrando um estado de inocência.Esse projeto é muito importante para a preservação da cultura indígena e outros projetos de defesa como esse deveriam ser mais incentivados.

Alison,Pedro,Leonardo e Felipe

Vida indígena no Brasil

GRUPO - SEMINÁRIO IV - BRUNA OZUNA SONODA, NICOLY BELLO E THIAGO IENCO




Atualmente no Brasil existem cerca de 350 mil indígenas, isso representa 0,2% da população brasileira segunda a FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Ainda também segundo a FUNAI a população indígena no Brasil vive em sua maioria, cerca de 60%, na Amazônia, mas registrasse a presença de indígenas em quase todo o território nacional.


Essas populações já estavam no Brasil muito antes que este fosse explorado pelos europeus, mas com o passar dos anos após o descobrimento os indígenas foram migrando para as cidades e perdendo um pouco de suas identidades, hoje muitos deles morram em barracos e vivem ou de caridade ou da venda de artesanato nas ruas.

A questão indígena é um grande ponto da agenda social do governo, pois apesar de encontrar-se em sua maioria na Amazônia vivendo por vezes isoladamente, os índios têm seus diretos de cidadãos. E é para isso que a politica indigenista luta para garantir que esse povo tenha condições dignas de vida e possam também continuar suas tradições.

E foi justamente para mostrar suas tradições que foi criada a série de documentários Vídeos nas aldeias. Documentários indígenas onde os próprios índios foram os atores, câmeras e personagens. Uma serie que mostra uma cultura aos olhos daqueles que fazem parte dela, uma visão de si passada para o mundo.

A série de documentários mostra a realidade dos índios de seus ritos e tradições, e o talento de índios para o cinema. E o mais importante mostra aos “brancos” a realidade dos índios, que como fica claro nos documentários é bem diferente e causa até um estranhamento.




















E um dos documentários fica claro a crença das tribos em coisas que nos soam muitas vezes fantasiosas perante nossa cultura, mas que são tratadas seriamente por quem as vive. Mas isso é só uma diferença de culturas que nos também certamente causamos neles com nossos hábitos. Mas frente a isso a grande questão é que quem tem de se acostumar para socializar se são eles. Isso acaba levando a uma perca de seus traços culturais. 

Análise das entrevistas do Roda Viva e do documentário "Ao sul da fronteira"


           Alunas: Agnes Nunes Rodrigues
                        Bruna Diniz
                        Shirlley Lopes 


           
            William Oliver Stone é diretor de cinema norte americano, já trabalhou em filmes e em documentários vistos e comentados em todo mundo. Entre eles, o filme-documentário “Ao sul da fronteira”. Para a realização deste, Stone percorreu praticamente toda a América do Sul. Na viagem, o diretor entrevistou, teve conversas informais com os presidentes Hugo Chávez, Cristina Christner, Evo Morales, Fernando Lugo, Raúl Castro e Luiz Inácio Lula da Silva. Dos respectivos países: Venezuela, Argentina, Bolívia, Paraguai, Cuba e Brasil.
           O documentário começa expondo programas de TV norte americanos visto por todos os Estados Unidos em que apresentadores apontam como ditador o presidente venezuelano Hugo Chávez. As acusações seriam devido à rivalidade entre o presidente do país sul americano e o então presidente dos EUA George W. Bush. Assim, segunda a opinião, o ponto de vista nada imparcial de Stone.
As disputas e o forte interesse por petróleo declarado pelo país norte americano também é retratada no documentário. Além disso, há cenas intercaladas de entrevistas descontraídas e de campanhas midiáticas feitas pelas emissoras dos EUA, opositoras das mudanças que se deram na América do sul.
            O longa metragem expõe o quanto os países do território sul americano conseguiram prosseguir, mas que ainda dependem muito financeiramente e de outros aspectos dos Estados Unidos.
           “O filme é destinado a 80% de pessoas que não são representadas nesse tipo de filme, os 80% que foram beneficiados pelas políticas desses novos líderes”. – William Oliver Stone.


 



             O ex-presidente da república e sociólogo, Fernando Henrique Cardoso, foi entrevistado no programa Roda Viva, em 2009. Dentre as questões levantada durante o programa, a privatização de algumas empresas no período de se mandato, não poderia deixar de ser feita.  Em resposta, Fernando Henrique Cardoso declarou que essa decisão de privatizá-las foi a melhor medida que poderia ter tomado na época. E quando questionado sobre o destino do dinheiro dessa ação, ele é direto em sua resposta. “O dinheiro das privatizações foi para o tesouro nacional.”.
            Lembra-se dos projetos que foram feitos durante o seu governo e que têm seus benefícios visíveis até hoje, mesmo aqueles que não foram atribuídos ao seu governo, como é o caso da criação do SUS. 
           “Presidente da república por dever de oficio é otimista, agora eu sou ex-presidente, eu posso ser mais realista.” Declara, em relação à crise econômica mundial da época em que o programa foi exibido.
            FHC falou ainda sobre o Plano Real que iniciou no período da presidência de Itamar Franco, quando ele era Ministro da Fazenda em 1994. O plano econômico foi o responsável por derrubar a inflação. Ficou e ainda é conhecido como o programa mais bem sucedido entre todos aqueles lançados nos últimos anos para combater casos de inflação crônica.
             Já correlacionando a entrevista concedida pelo ex-presidente do Brasil com o documentário “Ao sul da fronteira”, podemos tratar sobre a questão de aproximação entre nosso país e a Venezuela, através do presidente Hugo Chávez. Muito se fala e no filme-documentário também é possível notar que essa proximidade é dada a partir do governo Lula, o que o FHC rebate durante sua entrevista. Segundo ele, a aproximação entre os dois países sul americanos começou quando ele ainda era chanceler, época em que Caldera, antecessor de Chávez estava à frente do governo venezuelano. Caldera era extremamente favorável à América Latina. FHC apoiou a integração energética entre as nações. Declarou que depois, entretanto, devido aos interesses econômicos distintos, a união esfriou.
             No documentário, quando Lula é perguntado pelo cineasta Stone a respeito da criação do MERCOSUL e da entrada da Venezuela no bloco, o então presidente da época mostra ser de total favor às duas questões. Enquanto que Fernando Henrique diz ao Roda Viva que é necessário saber, questionar se a Venezuela obedeceria os pré requisitos de quaisquer outros países para poder entra no MERCOSUL. 




                    Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Demi Getschko, engenheiro elétrico que é considerado o “pai” da internet no Brasil, fala sobre a encruzilhada em que a rede se encontra. Enquanto de um lado ela é considerada uma rival bem sucedida da economia de alguns países espalhados pelo mundo, do outro lado temos os danos que existem com ela, como os “cyber” crimes que vem crescendo conforme a tecnologia vai avançando. Estudos revelam que daqui a 10 anos, cerca de 90% dos crimes cometidos no Brasil serão feitos via internet, por ser mais seguro para os criminosos.
                 A internet pode ser considerada um ambiente hostil, onde as pessoas estão em constante exposição, geralmente por opção própria, onde estão sujeito aos crimes já citados, mas também sofrer críticas, e que não tem nenhum direito de resposta garantido por lei, e onde tais pessoas que podem sair ofendendo as pessoas pela rede não poderia ser legalmente responsabilizado por nada. O ideal era que existisse uma “lei da internet” que impedisse qualquer dano, mas como foi dito por Demi Getschko, sempre existe uma forma de passar por cima de censura na internet.
               Quando o assunto toma outro rumo e passa a ser a distribuição da internet no país, Getschko diz não ser fácil adotar um programa de Banda Larga Nacional, pois, apesar de ser o ideal, dificilmente o sinal chegaria com a mesma potência em todas as partes do Brasil, e que a inclusão digital do brasileiro não depende apenas do sinal, mas que tem todo um problema de infraestrutura envolvido nisso. “Não adianta ter um computador, se o brasileiro mal tem o dinheiro pra pagar a internet, ou não tem nem uma mesa onde colocar o aparelho.”.
              Mesmo diante de todos os problemas em volta do assunto, existe ainda a praticidade e utilidade da mesma, que tornam a mesma, aos olhos dos seus usuários, não tão problemática.



Resenha: "Cineastas Indígenas"



                                                                Alunas: Agnes Nunes, Bruna Diniz e Shirlley Lopes.


           
      Em ambos os vídeos, costumes e crenças dos índios da aldeia Kuikuro, no alto do Xingu, estado do Mato Grosso do sul são mostrados. Os Kuikuro atualmente são a maior população no Parque do Indígena do Xingu. Fazem parte de um sub-sistema carib com outros grupos indígenas (Kalapaho, Matipu e Nahakuá), todos os quatro falam variantes dialetais da língua karib alto-xinguano).
                 Os índios Kuikuro vivem na parte sul do Parque do Xingu. Este foi criando em 1961 pelo ex presidente Jãnio Quadros. Foi a primeira terra indígena homologada pelo  governo federal.
                 Quando acontece eclipse lunar, os Kuikuro acreditam que a lua começa a menstruar e para se protegerem dos pingos de sangue que caem como chuva, eles pintam seus rostos com carvão e polvilho. É também a hora de acordar todos os objetos, tudo muda, os animais se transformam. É preciso cantar e dançar. Além disso, há ainda a crença de que no período em que a lua menstrua, os índios voltam a ter a beleza jovial dentro do mundo dos mortos.
                 No Xingu, os Kuikuro têm plantações, é a respeito disso e de demais crenças e costumes que o documentário “O cheiro do pequi” retrata. Segundo estimativas, há na região 14 mil pés de pequi. O cultivo começou quando os índios deixaram a vida nômade e as práticas de extrativismo.
                 No vídeo, o período de seca está chegando ao fim, junto a ele, o cheiro do pequi volta a exalar na aldeia, mas nem sempre foi assim. Antes, não havia pés de pequi no Xingu. Tudo começou quando um dos indígenas flagrou suas mulheres tendo relações sexuais com o jacaré, que estava em sua forma humana. No local onde o animal morreu, nasceu um pé de pequi. Em períodos de escassez, os troncos das árvores são arranhados com o dente de um jacaré. O que faz com que a árvore volte a dar a fruta. No documentário também são mostrados costumes e tradições sexuais dos índios.
                   É importante notar o quanto a cultura indígena é diferente da nossa. Como questões tão complexas e cheias de pudor para nós são simples para eles. O cuidado, a importância e a exposição do corpo nu, por exemplo. A generosidade presente no pajé em “O dia em que a lua menstruou” quando aquele oferece sua visita e ajuda, em troca de pagamentos singelos, como o sabão, por exemplo, para limpar os pingos da lua dos objetos e das ocas dos outros indígenas.
                   A responsabilidade deles para com a natureza também merece destaque. A forma como tratam e cuidam das plantações de pequi, um pouco diferente e até tecnicamente melhor que o homem branco (que possui e domina tantos recursos).